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26.1.18

Opinião || Make Good Art

Foto retirada daqui.
Assim que acabei de ler este livro, escrevi esta opinião. Tem por base um discurso que o Neil Gaiman fez, em 2012, sobre arte. Quando digo arte, falo em qualquer tipo de arte: escrita, cinema, teatro, música, fotografia, pintura...

Se não quiserem ler, podem simplesmente ver o discurso porque o livro está praticamente igual! Este discurso foi feito na Universidade de Artes em Filadélfia, em 2012. Porém tudo o que ele diz pode, e deve, ser aplicado hoje! 

Andava para ler este livro há pouco mais de 6 meses e na altura no NaNoWriMo estive quase para o ler mas não tinha vontade de fazê-lo. Como todos os anos, um grupo no Goodreads faz maratonas trimestrais e eu costumo participar sempre. Uma das categorias para esta primeira, era ler um livro sobre arte. Lembrei-me logo do Make Good Art do Neil Gaiman. Se o nome dele vos for estranho, pensem em Coraline. Foi ele que escreveu esse livro, assim como muitos outros.

Foto retirada daqui.
Todo o livro é assim, cheio de imagens, cheio de arte. É muito inspirador! Gaiman fala na sua história, de como ele aprendeu a fazer boa arte em apenas 5 passos. Conta-nos também várias histórias, até da própria Coraline (que ganhou este nome por um erro de Neil mas que, rapidamente, se tornou um sucesso). Acabamos por aprender muito com ele, a maneira como ele fala de arte é fenomenal, vê-se que ele respira arte! 

Essa foi a lição mais difícil para mim, acho: relaxar e aproveitar a caminhada, porque a jornada leva-nos a alguns lugares memoráveis e inesperados.  (tradução feita por mim).
Acho que é um livro essencial para qualquer pessoa que gosta de fazer arte. Para mim foi essencial e sei que o vou reler em breve! Fez-me sentir de novo o gosto pela escrita, neste caso, e isso tem-se refletido na maneira como tenho escrito, tanto no blog como no meu livro. Tudo sobre o Make Good Art é ótimo, desde a escrita, design das páginas, a criatividade por trás deste livro, absolutamente tudo. Aconselho todos a darem-lhe uma oportunidade, até porque é curtinho e lê-se em menos de 1 hora! Vão ficar marcados para a vida!


Título Original: Make Good Art
Autor: Neil Gaiman

Pontuação:

14.10.17

Opinião || Tenho o Teu Número


Título Original: I've Got Your Number
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Quinta Essência
Edição: 2014
Páginas: 420
ISBN9789897260988





Sinopse
Dez dias antes do casamento, Poppy perde o anel de noivado. Desesperada, Poppy começa a telefonar a toda a gente para pedir ajuda e alguém lhe arranca o telemóvel da mão! Também o roubaram! Como irão agora avisá-la se encontrarem o anel? E, imediatamente, Poppy vê um telemóvel num caixote do lixo, um telemóvel abandonado de que ela precisa urgentemente. Poppy dá o seu novo número a todos os amigos e também atende as chamadas recebidas e lê as mensagens endereçadas à anterior proprietária, a secretária (que acaba de se demitir) de Sam Roxton, um empresário importante. Enquanto continua à procura do anel, Poppy mantem-se em contacto com Sam Roxton, o novo proprietário do telefone. Sam vai deixá-la ficar com o aparelho, desde que ela lhe reencaminhe todas as mensagens que receber, mas às vezes Poppy responde por Sam em assuntos profissionais e também pessoais. Não se contém. Sam também começa a opinar sobre a vida de Poppy, o seu casamento, sobre os sogros e até sobre o noivo, que talvez, não seja tão maravilhoso como ela pensava.

Minha Opinião
Este livro conta-nos as peripécias que Poppy Wyatt faz para encontrar o seu anel de noivado. Numa das suas aventuras pelo hotel, roubam-lhe o telemóvel e, com muita sorte, ela encontra um no caixote do lixo. Este telemóvel é de uma empresa e Poppy recebe todas as mensagens e e-mails endereçados para a secretária de Sam Roxton. Como ainda anda à procura do anel, ela acaba por ficar com o telemóvel e concorda em reencaminhar tudo o que chegue para Sam. Ambos acabam por opinar sobre a vida um do outro, seja sobre a empresa de Sam ou o casamento de Poppy.


Partilhar um aparelho eletrónico tão pessoal como este não deve ser fácil! Especialmente se formos tão curiosos como Poppy.
Não conhecia este livro nem a autora antes de o ver no Goodreads e comecei-o sem expectativas. Não sei se é o melhor livro de Sophie Kinsella mas eu definitivamente ri muito com ele e adorei-o. Quero ler mais alguma coisa da autora para ver se me cativa da mesma forma.
Relativamente a este livro, não houve nada que eu gostasse menos. Até mesmo a família snobe de Magnus, o noivo de Poppy, tinha algo que tornou a história mais real. As reviravoltas foram brilhantes e eu não previ nenhuma delas, a não ser uma, que se torna bastante previsível, nos últimos 2 capítulos. Dei por mim a rir e a pensar "não! não faças isso... Não vais mesmo fazer isso... Oh Deus..." e depois ela fazia asneira, porque é a Poppy e ela faz sempre asneira, e eu ria mais! 

O livro foi bastante bom e não estava nada à espera de me divertir tanto. Tanto que acabei por dar 5 estrelas. Recomendo muito!

9.10.17

Opinião || A Seleção




Uma das minhas resoluções deste é trazer mais opiniões aqui para o blog. Lembrei-me que ainda não tinha publicado uma sobre A Seleção e decidi fazê-lo hoje para o primeiro dia de 7 posts diários!


Título Original: The Selection


Autora: Kiera Cass
Editora: Marcador
Edição: 2014
Páginas: 292
ISBN: 9789897541230





Sinopse

Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida. É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.

No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes. Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou. 

35 candidatas. Apenas uma coroa.


Opinião
Em "A Seleção" conhecemos a ruiva, America Singer, habitante de Illéa. Este país é o que resta dos Estados Unidos mas está diferente. É um país monárquico dividido em 8 castas. A primeira casta é apenas para a família real e a última é dos sem abrigo, bastardos e portadores de deficiências. America é uma artista e, por isso, é uma 5. Os 5 têm algumas privações mas não estão tão mal como as castas inferiores.
Logo no início, a autora dá-nos a conhecer o namorado de America. Aspen é um 6 e ambos namoram às escondidas pois não é bem visto duas pessoas de castas diferentes namorarem.
Depois de Aspen implorar, America entra na seleção apenas para poder melhorar a vida da sua família. Lá ela conhece Maxon e, bem, o resto é história.

Por onde começar com este livro? Comecei a lê-lo em 2015 e a verdade é que o acabei de ler em maio deste ano. "Porquê?" perguntam vocês. O livro não me despertou interesse suficiente para o ler rápido. Sim, comecei em 2015 mas acho que estive até fevereiro de 2017 sem lhe pegar uma única vez. A escrita de Kiera é muito simples e fluída mas eu não estava a entrar no clima deste livro. Dei-lhe um tempo e este ano aventurei-me de novo. Consegui lê-lo embora não tenha adorado.
Achei demasiado parecido com Os Jogos da Fome: a divisão na sociedade, evento transmitido na televisão, o triângulo amoroso...

Dei-lhe 4 estrelas. A razão é simples: o livro não me prendeu o suficiente e a America irrita-me muito. No início do livro eu estava a gostar dela, até porque se notava que estava a crescer e a ter noção dos problemas mais adultos. E, o que eu mais gostava, era o modo como ela dizia que mesmo que descesse de casta por casar com Aspen, ela o faria porque o amava de verdade. Adorei a America antes de entrar na Seleção mas depois disso passei quase a odiá-la. Achei que ela ficou muito infantil e mimada. A rapariga começou a expôr a sua opinião mesmo que ninguém lhe tenha pedido e fazia-o em momentos inoportunos. Isso irritou-me! Por fim, o triângulo amoroso entre Maxon e Aspen foi irritante. America dizia que amava Aspen mas andava ao mesmo tempo com Maxon. Que amor é este? Ela trocou Aspen do nada (ela até teve uma razão mas achei um pouco infantil) após 2 anos de namoro.

Não achei tudo mau no livro. Gostei como Kiera nos deu a conhecer Illéa mas acho que ela poderia ter explorado mais a parte dos rebeldes. A descrição é rica em pormenores que nos fazem visualizar todo o glamour vivido no castelo e durante o concurso. Mostrava muito bem como as selecionadas se sentiam em relação umas às outras e até mesmo de si próprias.

Estou curiosa para ler o segundo livro apenas para ver se a história melhora, até porque tem muito potencial para isso!

5.8.17

Opinião || Confesso (Livro e Série)

Uma das coisas que mais queria trazer aqui para o blog eram opiniões. Não o fazia porque era raro encontrar algo que me fizesse querer escrever uma opinião. Bem, encontrei algo! Agradeço à Colleen Hoover pela inspiração e por escrever um livro maravilhoso.

Título Original: Confess
Autores: Colleen Hoover
Editora: Topseller
Edição: 2016
Páginas: 256
ISBN9789898839503





Sinopse
Jovens apaixonados com demasiadas verdades escondidas. Há segredos que não devem ser revelados.
Auburn Reed tem toda a sua vida planeada. Não há espaço para erros ou imprevistos. Até que, um dia, entra num estúdio de arte e conhece Owen Gentry, o enigmático artista dono do estúdio. Auburn sente, de súbito, que algo muda dentro dela e decide deixar-se levar pelo coração.
Owen, contudo, guarda segredos que não quer ver revelados. As escolhas do seu passado não parecem permitir-lhe um futuro livre, e Auburn tem demasiado a perder se decidir lutar por ele. A única forma de não pôr em risco tudo o que é importante para si é deixar Owen. Confessar é tudo o que ele tem de fazer para salvar a relação de ambos. Mas, neste caso, a confissão pode ser muito mais destrutiva do que o próprio pecado.

Será o amor capaz de sobreviver à verdade?
Confesso é uma história de imenso amor e coragem, que nos faz acreditar em segundas oportunidades.

Opinião
Não consigo expressar o quanto adorei este livro! Colleen Hoover é a minha autora preferida e eu apenas li 2 livros dela, Confesso e Too Late. Ela é também a única autora que me conseguiu fazer chorar ao ler livros. Em ambos os que li! É incrível. Apesar de me ter feito chorar, também me fez rir. E muito!
Eu adorei o livro mas já esperava que isso acontecesse. Foi diferente de tudo o que li. As reviravoltas que a história teve foram fantásticas e eu não previ nenhuma delas. Adorei o modo como o Owen e a Auburn estavam ligados mesmo antes de se conhecerem. Esse foi um ponto a favor do livro!
Não achei o romance ser "instalove" mas percebo o porquê de muito acharem. O Owen é o sonho de qualquer rapariga: simpático, atraente, muito divertido e querido. Nota-se que ele se preocupa com Auburn, mesmo antes de o romance acontecer.
Também me irritei com 2 personagens, Trey e a Lydia. Nunca gostei deles.




A série foi igualmente boa! Apesar de ser diferente do livro, a essência está lá. Houve uma cena que eu achei que faltava mas tirando isso está tudo lá. Só tem 7 episódios e cada um tem cerca de 20 minutos. É algo que se vê muito rápido e ficamos viciados na história. Isso é graças à escrita da Colleen. Curiosamente, a Colleen aparece na série também! Gostei muito que a tivessem incluído.
Com a série, passei a amar ainda mais o Owen e a detestar o Trey. Os atores fizeram um trabalho fenomenal! Adoro.

27.11.15

Will e Will || Opinião

Olhem quem é ela! A bela postagem que já foi prometida o ano passado e que só agora chegou por escrito ao blog. Estarei a falar do quê? Da opinião do livro Will e Will de John Green e David Levithan.

Sinopse
Evanston não fica muito longe de Naperville nos subúrbios de Chicago, mas os jovens Will Grayson e Will Grayson bem que podiam viver em planetas diferentes. Quando o destino os leva à mesma encruzilhada, os Will Graysons veem as suas vidas a sobreporem-se e a seguirem novas e inesperadas direções. Com um empurrão de amigos novos e velhos - incluindo o enorme e enormemente fabuloso Tiny Cooper, jogador ofensivo na equipa de futebol americano da escola e autor de musicais - Will e Will embarcam nas suas respetivas aventuras românticas e na produção épica do musical mais extraordinário da história.

Minha Opinião
Este livro conta-nos a história de dois rapazes chamados Will Grayson que não têm nada em comum sem ser o nome. Um escrito por John Green e o outro por David Levithan. Os capítulos são escritos no ponto de vista de cada um, sendo que os capítulos ímpares são de John e os pares de David. Os dois Will não se conhecem mas vão ter uma pessoa que os vai unir lá para o meio do livro. O Will Grayson de John Green é um adolescente heterossexual, os seus pais são médicos e ele tem uma vida bastante normal. O melhor amigo deste é Tiny Cooper e, apesar do nome, ele é bastante grande e diz ser "o maior gay que existe". O outro Will é um adolescente homossexual que vive apenas com a mãe e tem depressão. A única razão para ele ser feliz é poder falar com um rapaz chamado Isaac, que nunca conheceu e pelo qual se apaixonou na internet. Tem também uma amiga chamada Maura, que vai ser essencial para a história. Esta Maura deu-me cabo dos nervos durante o livro porque ela foi muito cruel (até dizia o que aconteceu mas não quero dar spoilers). 

Os personagens vão um dia encontrar-se em Chicago, numa loja bastante peculiar chamada Frenchy's, por acaso ou obra do destino pois a partir daí têm alguém a uni-los.

Este livro tem imensas frases e passagens que eu gostei apesar de que quando o comprei não fazia ideia do tema, escolhi-o apenas por ser de John Green. Ele trata vários temas como a homossexualidade, a depressão, as diversas formas de amor, a amizade e as relações online. Tem uma narrativa bastante fluída e é super engraçado! Ao contrário de muita gente, eu adorei o Tiny e o Will Grayson do David Levithan. Este último tem um humor negro que eu simplesmente amei e ri muito com ele. A única coisa que me decepcionou um pouco foi sem dúvida John Green, não que tivesse tido algum tipo de problema durante o livro mas achei um pouco chato nalgumas partes. Apesar disso dei ao livro 5 estrelas porque, a meu ver, ele merece.

Título Original: Will Grayson, Will Grayson
Autores: John Green e David Levithan
Editora: Edições Asa
Edição: 2014
Páginas: 308
Onde Comprei: Continente
ISBN: 9789892328553



22.11.14

Obrigada por existires John Green


Vamos ser sinceros aqui, o John foi o primeiro autor a deixar-me com vontade de ler um livro mais que uma vez.
A minha vida sem ele seria assim: acordar, comer, ir à casa de banho, dormir, repetir tudo durante 24 horas 7 dias por semana. E a minha vida é assim? Não. É parecida mas não é igual. Eu leio, e leio o quê? Livros do John Green. Tenho que agradecer aos pais do John por se terem conhecido e feito um filho que escreve tão bem.
Verdade seja dita, há quem não se identifique com os livros dele. Eu identifico-me e crio aquela conexão emocional com as personagens, e quando as personagens morrem lá estou eu a chorar rios. Enfim, John Green é daqueles escritores (e provavelmente o único) que eu amo verdadeiramente. Na minha opinião os livros dele são os melhores que já li e adoro a maneira como ele escreve. Não é fácil um livro ser adaptado para o cinema mas ele conseguiu.
Quem conhece o trabalho dele sabe que ele escreveu A Culpa é das Estrelas e esse é o seu livro mais conhecido apesar de ele ter escrito outros livros como À Procura de Alaska, Quando a Neve Cai(ambos os livros vão ser adaptados para cinema e têm data prevista para 2016) e Cidades de Papel(livro que foi adaptado para cinema e vai estrear em 2015 com participação de Cara Delevingne e Nat Wolff, este último também entrou em A Culpa é das Estrelas).
Quem me segue no instagram sabe que o livro Will e Will já chegou a minha casa e é esse o livro que tem ido comigo para todo o lado. Quando o acabar de ler vou fazer uma resenha e estou quase a terminar de o ler.
Em conclusão, apenas quero dizer que gosto do John Green(se ainda não o tinham percebido).

Mas e vocês? Também gostam dele?